TV Jaguar

Postado em 26/11/2016 às 07:00:00

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Situação de calamidade com prolongamento da estiagem foi tema na sessão da câmara de Morada Nova

Situação de calamidade com prolongamento da estiagem foi tema na sessão da câmara de Morada Nova

Na sexta-feira, 25 de novembro de 2016, aconteceu no plenário vereador José Leandro da Silva, mais uma sessão ordinária da câmara de vereadores de Morada Nova iniciada sob a presidência do vereador Jorge Brito, vice presidente no exercício da função. Na mesma, apenas o vereador Claúdio Maroca fez uso da palavra no pequeno expediente.

No grande expediente foi convidado à voltar a tribuna, o vereador Claúdio Maroca, que registrou em seu pronunciamento, a situação de calamidade que vem se agravando com o prolongamento da estiagem, o gerenciamento incompetente dos recursos hídricos e o descaso por parte do Governo Federal, que gastou bilhões de reais com obras para olimpíadas e copa do mundo e fica regrando recursos para socorrer os flagelados com a estiagem.

O vereador relatou sobre a Lei que está sendo aprovada no Congresso Federal, eliminando as coligações partidárias proporcionais, e a ideia de eliminar os partidos pequenos no Brasil, deixando de votar na íntegra a lei ante corrupção.

O vereador Arilton Rabelo, iniciou sua fala pedindo a união política das lideranças estaduais para agilizar a transposição das águas do Rio São Francisco e lamentou que só agora, depois de secar o Banabuiú e deixar o Castanhão quase seco, é que o Governo vem falar em racionamento de água em Fortaleza. Lembrou que durante um Encontro do comitê em Iguatu, foi apresentado um plano de contingenciamento de água, desvalorizando a população antes beneficiada com a água do Banabuiú. Segundo Arilton, os administradores dos recursos hídricos parecem querer os pequenos produtores e as pessoas humildes sempre abaixo de seus pés, fazendo que eles queiram, pois segundo ele, não há maior falta de respeito por parte de um Governo que deixar seu povo passar por situação de falta de segurança, saúde e educação, entre outros, o que não deveria acontecer em um país rico como o Brasil.

O vereador Jeovane Maia Barros, colaborou com o pronunciamento do colega Arilton, destacando que mesmo com o pedido dos vereadores para não secar o Banabuiú, prejudicando as populações ribeirinhas, o Governo do Estado deixou que aquele importante açude fosse esvaziado. Como vem fazendo em todos os seus pronunciamentos, Geovane criticou a política de segurança do Estado dando ênfase aos crimes contra a vida de policiais militares, o descaso com a educação, destacando a greve dos professores e a falta de saúde para a comunidade, quando pessoas morrem nas filas dos hospitais. Criticou a Lei Estadual que enalteceu os times de futebol em detrimento das outras áreas da governança.

Da mesa diretora o vereador Jorge Brito, lembrou a compensação financeira para que os irrigantes de Morada Nova não plantasse, deixando a água passar para Fortaleza, esperando que no ano seguinte tudo voltasse a normalidade com a chegada das águas do São Francisco, o que não aconteceu e não deverá acontecer no primeiro semestre de 2017, lembrando, que se não houver inverno em 2017, pode acontecer de ser eliminadas as irrigações em Russas nas propriedades ribeirinhas, deixando toda a água da transposição para o abastecimento humano e para matar a sede dos animais. Depois de ser aparteado pelo vereador Geovane Barros, Jorge, frisou que a culpa não é apenas do governo do estado, mas que passa também pelo governo municipal que não demonstra nenhum interesse em buscar uma solução para o problema. No final de seu pronunciamento, Jorge Denunciou o desvio de finalidades no abastecimento por carro pipa feito pela defesa civil do Governo do Estado, e a forma de cobrança de faturas de energia pela Coelce.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Arnaldo Freitas

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