TV Jaguar

Postado em 29/11/2016 às 05:00:00

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Esgoto: questão de dignidade, saúde e economia

Esgoto: questão de dignidade, saúde e economia
Ilustrativa - google

Os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), levantados pelo IBGE, mostram que o Brasil possui uma rede de saneamento básico compatível com um país de meados do século passado. Considerando um formato de coleta adequado, o que exclui as medievais fossas sépticas, apenas 50% dos domicílios brasileiros são atendidos pela rede de esgotos. 

É escandaloso. Mais ainda quando se sabe que o problema não é somente da área rural ou dos rincões mais pobres e longínquos. Fortaleza, capital do Ceará, é um retrato deste descalabro com pouco mais da metade da população com acesso ao sistema de esgotos. Não se estranha que hospitais e todo o sistema de saúde se encontrem em constante estado de estrangulamento.

Apenas 50% dos domicílios brasileiros são atendidos pela rede de esgotos. Dinheiro não é exatamente o maior problema para resolver a questão. Governos e governantes sabem bem que há disponibilidade de recursos carimbados para investimentos nessa área. Afinal, tanto na CEF quanto no BNDES há recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que só podem ser usados em investimentos de infraestrutura de saneamento básico (água e esgoto).

Portanto, o que mais está em falta é determinação política e administrativa. Lamentavelmente, promover obras de saneamento caiu em inexplicável desuso no Brasil. O resultado dessa atitude irresponsável é desastroso e já bastante estudado pelos sanitaristas.

Como há fontes de financiamento, o melhor caminho é provocar a iniciativa privada para atuar nessa área por meio de parcerias. Hoje, apenas 5% do setor têm a participação de empresas particulares. Não há sentido em sobrecarregar o setor público com ações que podem ser efetivadas pela inciativa privada.

O fato é que é preciso, com urgência, avançar nessa área. Há retornos em vários sentidos, inclusive financeiro. Um estudo intitulado “Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População”, realizado pelo instituto Trata Brasil, comprova que cidades que investiram corretamente em saneamento chegam a gastar 40 vezes menos em saúde do que cidades que pouco investiram.

Além disso, a questão se relaciona com a dignidade humana.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Conteúdo Jornal opovo

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