TV Jaguar

Postado em 10/04/2017 às 05:00:00

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Reflexão da Politica em Limoeiro: Que comecem os jogos... A reeleição e o vácuo oposicionista

Reflexão da Politica em Limoeiro: Que comecem os jogos... A reeleição e o vácuo oposicionista

QUE COMECEM OS JOGOS... Para a ciência política o resultado de uma eleição não se explica tão somente pelos números, mas sim pelos movimentos dinâmicos que os discursos políticos e ações de campanha deixam no imaginário do eleitor. As eleições são o ápice de um movimento (a política) que não sessa por um só minuto. Muito por isso, uma eleição quando se finda já marca de imediato o início das movimentações para a próxima.

Em Limoeiro, alguns elementos da conjuntura pós-eleitoral já antecipam o que podemos esperar sobre as movimentações políticas que irão prevalecer e dar o tom durante toda a gestão Zé Maria (PMDB).

ELEMENTO 1: A REELEIÇÃO
O primeiro elemento pesa sobre o desejo, já expresso, do atual prefeito de não optar pela reeleição. Se confirmada na pratica, essa posição produziria um cenário de disputa interna entre os 3 grupos que compõe a gestão, que são: a família Lucena, o grupo do vice João Dilmar e o grupo liderado pelo secretário de obras Chico Baltazar. Porém, essa possibilidade (de não ser candidato a reeleição) tendem a ser abandonada na pratica.

ELEMENTO 2: O VÁCUO OPOSICIONISTA

O segundo elemento (esse concreto) recai sobre um verdadeiro “vácuo político” que se estabelece no ambiente de oposição a nova gestão, vácuo expresso no resultado objetivo das urnas de 2016 e no que elas impactaram nas carreiras de Paulo Duarte e Maílson Cruz, os 2 maiores líderes que poderiam (e até poderão) ocupar os papeis de oposição a Zé Maria.

2016 marca o declínio de Paulo, que tendo construído sua carreira tanto nas hostes governistas dos áureos tempos tucanos (anos 90) e mais recentemente como o bastião oposicionista do vale e de Limoeiro (anos 2000), ao “readentrar” em 2010 no governismo apoiando o atual governador Camilo Santana e, sobretudo, ao assumir em 2012 e transformar em um caos a gestão limoeirense, esgota com isso todos os seus horizontes discursivos, possuindo hoje um nível de rejeição que ainda não tinha alcançado.

Paulo entra em 2017 sem seu irmão e fiel “atacante” Marduque Duarte na Câmara, e no seu pior momento político. Já Maílson entrou na eleição derrotado, visto ter passado por um racha histórico com Dilmar e sair deste racha em notório isolamento político.

Com o declínio desses dois líderes e somando-se a baixa performance dos demais candidatos concorrentes em 2016, como Pedro Julião (PP), Anchieta Sousa (PSL) e Prof. Hélio (PC do B), e somando ainda as incertas movimentações de Ariosto Holanda, abre-se um enorme cenário de vácuo na oposição, este vácuo será ocupado naturalmente pela força política que mais energia dispôs, no entanto, diante desse cenário de desgastes é impossível prever qual força será. Mas o certo é que essa oposição, seja quem for, terá que carregar em si o elemento da “renovação”.

Ainda nesse sentido, não se pode descartar o papel do sindicato dos servidores e professores e a força das redes sociais como potenciais polos de oposição, visto o papel fundamental e expressivo que estes atores desempenharam na oposição ao governo passado.

ELEMENTO 3: A RENOVAÇÃO CASEIRA

Com esse quadro de dificuldades na oposição, acentua-se um quadro de possibilidades para que novas lideranças políticas surjam de dentro da nova gestão. A figura de Chico Baltazar é a primeira a ascender nesse sentido, onde o mesmo já constitui um forte e articulado grupo político e já sinaliza estratégias claras de que tem pretensões maiores na política limoeirense, tanto que já se antecipa para as eleições de 2018 costurando apoios em Limoeiro para o secretário estadual da fazenda Mauro Filho ao cargo de deputado federal.

A família Lucena também mostra que não está inerte, e além de Andréa Lucena, que já ocupava posições de liderança nas campanhas da família, agora ascende mais uma herdeira para posições de linha de frente, posicionando a jovem advogada Juliana Lucena na chefia de gabinete de seu pai.

No grupo de João Dilmar, está cada dia mais solida a articulação capitaneada pelos jovens Domingos Eduardo e Ciro Queiroz e o seu PTN, que agrupa um conjunto de jovens lideranças. Desses movimentos aqui descritos podem surgir as novas forças que serão decisivas em 2018.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Marcelo Castro

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