TV Jaguar

Postado em 25/05/2017 às 14:40:00

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Águas do Jaguaribe: Chico Marques relata sua vivência como irrigante no Vale do Jaguaribe

Águas do Jaguaribe: Chico Marques relata sua vivência como irrigante no Vale do Jaguaribe

Chico Marques em Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará relatou que os comitês do movimento SOS Desenvolvimento do Jaguaribe estão em uma situação difícil, pois perderam o poder de tomar decisões. Os projetos estão sendo feitos em Fortaleza e os comitês aceitam sem passar por nenhuma discussão. “A gente só balança a cabeça e aceita, porque já vai o programa feito e não tem esse negócio de discutir,” declara.

Há mais de 50 anos, Chico Marques é irrigante. Segundo ele trabalha com irrigação antes mesmo do rio ser perenizado, na região de São João do Jaguaribe existia mais irrigação do que hoje. De 1940 a 1955 surgiram os primeiros cata-ventos americanos, em seguida começaram a ser confeccionados cata-ventos de madeira. “Eu conheci cata-vento com cano de madeira, era cumaru perfurado e esse cata-vento funcionava,” afirma o irrigante.

Em 1960, de acordo com Chico, veio a revolução do gasogênio que era uma solução mais econômica para os agricultores produzirem alimentos e gerarem energia elétrica em suas propriedades. Juntamente com o gasogênio veio a plantação de banana casca verde na região que abastecia todo o Nordeste e Chico Marques se tornou o maior produtor de banana casca verde da região naquela época. “Eu cheguei a ter 8 gasogênios e mais cata-ventos, tinha pessoas com três cata-ventos e tudo funcionava mesmo o rio não sendo perenizado,” declara.

“Hoje eu vejo uma insegurança muito grande através dessa companhia,” relata Chico Marques. Ele relembra que na época do inverno abriram as comportas do açude Castanhão para que não houvesse enchente nas cidades próximas e depois foi registrada uma das maiores secas da história. “E quando fecharam as comportas, acabou a reserva de água do vale,” afirmou Marques. Hoje, segundo o irrigante, estão querendo lacrar os poços cavados nas propriedades dentro das limitações. “Até 2016, existiam propagandas no rádio anunciando que os poços cavados acima de 100 metros da barranca principal do rio não tinha nenhum problema pra irrigação,” finaliza.

 

 

Fonte: TV Jaguar/ Jana Soares

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