TV Jaguar

Postado em 06/10/2017 às 17:00:00

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Grupo preso por fraudes em instituições financeiras causou prejuízo de R$ 10 milhões no Ceará

Grupo preso por fraudes em instituições financeiras causou prejuízo de R$ 10 milhões no Ceará
Foto: SSPDS/Divulgação

Criminosos faziam empréstimos fraudulentos em nome de empresas fantasmas como madeireiras e depósitos de gás. Um grupo preso por aplicar golpes em instituições financeiras na Região do Jaguaribe, interior do Ceará, causou um prejuízo de mais de R$ 10 milhões aos cofres públicos, segundo a Secretaria da Segurança e Defesa Social (SSPDS). Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (6) durante a operação 'A Profecia', dentre elas três empresárias donas de uma madereira.

Segundo a SSPDS, as investigações duraram cinco meses e apuraram que a organização criminosa obtinha empréstimos fraudulentos em nome de empresas fantasmas, como madeireiras e depósitos de gás, criadas em nome de 'laranjas'. A partir disso, os suspeitos iniciavam os golpes contra instituições financeiras da região.

Conforme o Ministério Público, o grupo também utilizava empresas em nome de laranjas para a participação em licitações na Prefeitura Municipal de Jaguaribe, caracterizando crimes licitatórios.
A operação 'A Profecia' tem como objetivo combater crimes de estelionato e contra instituições financeiras praticados na região. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra empresários de uma mesma família, além de 11 mandados de busca e apreensão.

Os quatro detidos são investigados por organização criminosa, obstrução de justiça, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e falsidade ideológica. A identificação dos presos não foram divulgadas por decisão judicial, para não atrapalhar o restante das apurações.

Além das prisões, foi determinado judicialmente o sequestro de bens, o bloqueio de contas e também o cancelamento do lançamento de valores referentes a processos licitatórios.

Na busca e apreensão realizada no mês de março foi apreendido material relacionado com uma série de outros crimes, como a abertura de várias empresas e a colocação de vários bens móveis e imóveis no nome de laranjas, que mal sabiam escrever os próprios nomes, com a finalidade de lavar o dinheiro e os bens, segundo detalhou o Ministério Público.

Empresárias presas

O Ministério Público informou que as três donas de uma madereira presas são suspeitas de praticar crimes de extorsão, denunciação caluniosa e falsidade ideológica. As investigações demonstram que as empresárias tinham o costume de ameaçar, com armas de fogo, funcionários que pediam demissão, para os obrigar a assinar um termo de reconhecimento de dívida, no qual eles negariam os seus direitos trabalhistas.

 

 

Fonte: TV Jaguar/ G1-CE

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