TV Jaguar

Postado em 18/08/2016 às 08:00:00

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Movimento Atingidos por Barragem falam da ocupação da Fazenda Varzinha.

Movimento Atingidos por Barragem falam da ocupação da Fazenda Varzinha.
Divulgação

De acordo com Carine Silva Rodrigues, representante do movimento dos atingidos pela Barragem e do movimento de base comunitária, a tomada de decisão foi posta em prática, na noite de segunda-feira 15 de agosto, depois de uma reunião envolvendo componentes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) que decidiram pela ocupação da área em questão, que segundo ela, não mais pertence ao fazendeiro, e sim à união. Carine Silva do movimento de ocupação da fazenda em Iracema

Conforme mencionou Carine Silva, os manifestantes lutam pela posse da propriedade, bem como pela área remanescente que atualmente passa por processo de negociação com o IDACE.

Ainda de acordo com Carine Rodrigues, há mais de dose anos que as famílias, que somam 22, estão sendo prejudicadas com a construção da barragem. Segunda ela, os moradores enfrentam todo tipo de dificuldade, principalmente a falta de terra para plantar e produzir o seu próprio alimento. Segundo a manifestante, os trabalhadores permanecem em regime de prontidão no local, mesmo sem as mínimas condições necessárias para a permanência dos mesmos.

Padre Djavan Fernandes representante da Cáritas Representando a Cáritas Diocesana, o padre Djavan Fernandes, vice-presidente da instituição afirmou que a Cáritas Diocesana tem se mostrado solidária com o movimento. Prova disso, é o trabalho que tem sido desenvolvido através da participação ativa do órgão no movimento reivindicatório.

Padre Djavan fez questão de ressaltar que ele mesmo tem estado presente desde o início do processo da ocupação, sempre disponibilizando o apoio necessário para as famílias acampadas.

O religioso destacou ainda que os ex-proprietários das terras indenizadas continuam usufruindo das propriedades, mesmo já tendo sido indenizados. Isto, segundo ele e os demais integrantes da comissão, tem proporcionado situações de conflitos, que tem colocado em risco, a vida das pessoas.

Em conformidade com o padre Djavan Fernandes, os representantes dos movimentos aguardam uma resposta, tanto do DNOCS, quanto da Procuradoria Geral da República. Ele reclamou da falta de apoio logístico para as famílias envolvidas no movimento.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Nilo Leite

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