TV Jaguar

Postado em 02/04/2018 às 06:00:00

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‘Ajuste fiscal não tem ideologia’, diz secretário do Ceará

‘Ajuste fiscal não tem ideologia’, diz secretário do Ceará

O economista Mauro Benevides Filho, secretário da Fazenda do Estado, governado pelo PT, conta como o Ceará se tornou um exemplo na gestão fiscal e diz que não há como investir na área social sem equilíbrio nas contas públicas.

O secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Benevides Filho, alcançou um feito notável em sua gestão e faz questão de deixar claro o orgulho que sente pela conquista em seus comentários sobre o assunto. No momento em que boa parte dos Estados e municípios está “quebrada” ou à beira da falência, Benevides Filho conseguiu equilibrar as contas do Ceará, sem cortar o investimento público – um desafio que já deixou muito economista de alta patente na lona na história recente do País.

Há 12 anos no cargo, desde a gestão de Cid Gomes (ex-PROS e hoje no PDT), ele levou o Ceará ao topo dos rankings dos Estados com a melhor situação fiscal e o maior volume de investimentos, segundo estudos realizados pelo Centro de Liderança Público (CLP) e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em 2017. Considerando que o governador do Estado, Camilo Santana, é ligado ao PT, partido tradicionalmente contrário à responsabilidade fiscal, tais resultados parecem ainda mais surpreendentes.

Principal conselheiro econômico de Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, a quem está ligado desde os tempos em que foi secretário da Fazenda quando ele era prefeito de Fortaleza, no final dos anos 1980, Benevides Filho está deixando seu posto no governo do Estado, para se dedicar em tempo integral à campanha eleitoral e talvez à própria candidatura a deputado federal.

Formado em economia pela Universidade de Brasília, com doutorado na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, e professor do curso de doutorado em Economia da Universidade Federal do Ceará desde 1987, ele diz se identificar com a escola pós-keynesiana, que submete os gastos públicos à saúde fiscal. “O keynesiano puro apoia o gasto público sem consequências, uma política que o Keynes aplicou na crise de 1929”, diz. “Hoje não é mais assim. O gasto público tem de ser eficiente e submetido ao rigor fiscal. Isso tem que ficar muito claro. É isso que eu tenho dito ao Ciro”.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / estadao

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