TV Jaguar

Postado em 10/04/2018 às 08:50:00

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As novas bancadas no Legislativo cearense.

As novas bancadas no Legislativo cearense.

Passado o prazo para mudança de legenda, conhecido como "janela partidária" - 7 de março a 6 de abril -, líderes partidários na Assembleia Legislativa começam a discutir, nesta semana, a indicação dos membros que irão compor as comissões técnicas, suspensas desde o último dia 6 de fevereiro. O troca-troca partidário entre os parlamentares, neste ano, pouco modicou a representatividade no Legislativo cearense, na verdade, terá consequências sobre a correlação de forças.

Dos 46 deputados estaduais, 13 deles migraram de legendas, arranjos que ocorreram, principalmente, entre deputados aliados ao governo estadual, para beneficiar partidos que corriam o risco de serem esvaziados e mantê-los assim no projeto de seus respectivos grupos políticos, com vistas à eleição de 2018. Ainda assim, de 19 agremiações que estavam com liados eleitos deputados estaduais, em 2014, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) desapareceu e o Partido da Mulher Brasileira (PMB) também. O único representante até então do PHS, deputado Tin Gomes, deixou a legenda, após desentendimentos com a direção nacional. O parlamentar integra, agora, o Partido Democrático Trabalhista (PDT). A deputada Bethrose, que estava no PMB, deixou os quadros da sigla, e embarcou no Partido Progressista.

Por outro lado, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) voltou a ter bancada nesta legislatura, com a liação dos deputados Capitão Wagner, ex-PR, e Roberto Mesquita, ex- PSD. Em 2016, quando os irmãos Cid e Ciro Gomes anunciaram saída do PROS para o PDT, levaram consigo os nove deputados estaduais da sigla. Havia, ainda, o risco, de outras três legendas desaparecerem, como noticiou o Diário do Nordeste, na semana passada, antes do prazo de encerramento das filiações.

Comissões O Partido da República (PR), que tinha dois representantes na Assembleia: o Capitão Wagner e a deputada Fernanda Pessoa, perdeu ambos, porém ganhou o concurso da deputada Silvana Oliveira, ex-PMDB. Silvana negociava a sua ida para o PP, mas mudou de ideia no último dia do prazo de mudança. As 19 comissões técnicas da Casa foram dissolvidas antes da "janela partidária", em fevereiro passado, atendendo a reclames de deputados integrantes de blocos que tinham sido desfeitos por razões políticas nascidas na disputa pela Mesa Diretora da Assembleia, no m de 2016. Desde então, as atividades das comissões, que existem para promover debates sobre os mais diversos temas e votar os projetos apresentados na Assembleia, estão suspensas.

Enquanto isso os integrantes da Mesa Diretora é que estão deliberando sobre as matérias em tramitação no Legislativo, em substituição a elas. A oposição, mesmo mantendo sua estrutura no Legislativo, vai ficar com menos espaços nas comissões técnicas da Casa, posto a composição delas estar diretamente relacionada com os números de parlamentares de cada bancada. O Governo vai ficar com o maior número de presidentes dos colegiados. Além da entrada na base governista de partidos menores, que até então mantinham representantes de oposição, o maior bloco da Casa formado pelo PDT, PP, PEN, DEM e PRB, também trabalha para mostrar "força e harmonia" nas questões do Governo, diante de uma oposição "barulhenta".

A entrada no PDT dos deputados Osmar Baquit, ex-PSD, e Tin Gomes, ex-PHS, reforçou ainda mais a bancada daquela que é a principal legenda de sustentação de Camilo Santana na Assembleia, indo de 12 para 14 pedetistas. Mesma força O líder do bloco, deputado Ferreira Aragão (PDT), aponta que a prioridade da bancada a partir de agora é colocar em votação os "bons projetos" enviados pelo Executivo Estadual para a Casa. "A partir desta semana, a gente começa a delinear também as novas formações das comissões, que serão formadas, de acordo com o número de deputados que pertence a cada bloco. O PDT ficou maior ainda e, consequentemente, as comissões tenderão a ficar mais com integrantes do PDT", observou.

Já no lado da oposição, que contava antes com um bloco formado pelo PR, PSDB, SD e PSDC, continua com a mesma força, embora o PR tenha migrado para a base governista e o PSDC anunciou saída desse conjunto, para ficar na posição de "independência". Os deputados que eram do PR foram para o PROS e para o PSDB. Wagner quer conversar com os demais partidos de oposição sobre o arranjo em um novo bloco, mas que continuará com posicionamentos críticos em relação a temas envolvendo Segurança e Saúde. "As orientações que a gente vai dar pra bancada são no sentido de discutir as mensagens que o Governo tá mandando pra Casa e apresentar projetos que possam melhorar a qualidade de vida do povo cearense", pontuou.

 

 

 

Fonte: Tv jaguar/ Assessoria

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