TV Jaguar

Postado em 16/05/2018 às 15:00:00

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Jovens cientistas, dentre eles Duas Limoeirenses se preparam para apresentar projetos no exterior

Jovens cientistas, dentre eles Duas Limoeirenses se preparam para apresentar projetos no exterior

Em março, estudantes de todo o País apresentaram projetos na 16ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na USP. Agora, 14 destes jovens cientistas fazem as malas rumo a Pittsburgh, nos Estados Unidos, onde participarão da International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), a maior feira pré-universitária do gênero no mundo.

Para conhecer melhor os critérios de avaliação do evento e se informar sobre estratégias de apresentação dos projetos, que deve ser feita em inglês, os finalistas da Febrace participaram, de 9 a 11 de maio, de um workshop preparatório na Arena Santander, na Cidade Universitária. Os alunos puderam expor seus trabalhos para professores, pesquisadores, imprensa e representantes de instituições parceiras.

Além dos selecionados na Febrace, participaram do workshop os demais integrantes da delegação brasileira na Intel ISEF, formada por 11 finalistas da Mostra de Ciências e Tecnologia (Mostratec), realizada no Rio Grande do Sul.

Coordenadora da Febrace e também do evento preparatório, a professora Roseli de Deus destaca a importância de incentivar a produção científica desde cedo. “Com projetos de verdade esses alunos se descobrem”, diz. Segundo ela, vários jovens decidem por seguir a carreira na área científica.

Esse é o caso de Myllena Cristyna, de 19 anos, estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará. Ela pretende seguir o caminho da Engenharia Ambiental, área na qual desenvolveu seu projeto. Sua proposta é transformar o poliestireno expandido, popularmente conhecido como isopor, em materiais cristalinos capazes de diminuir a poluição marítima por petróleo. Além disso, ela também propõe uma forma de reduzir o tempo de degradação do isopor com o uso de uma bactéria.

Myllena conta que sua cidade não possuía a estrutura nem os equipamentos dos quais precisava, o que exigiu dela vários deslocamentos para Fortaleza. Superadas as dificuldades, ela comemora o sucesso da pesquisa. “Ter conseguido tirar o primeiro lugar na Febrace para representar o País em um evento tão grandioso como a Intel ISEF está sendo algo inacreditável tanto para mim, que estou vivendo isso, quanto para o Instituto e para o pessoal da minha cidade.”

O projeto de Amanda Sayuri, 16, de Londrina, no Paraná, também está entre os 18 que participarão da Intel ISEF. A ideia de sua pesquisa é reutilizar o resíduo das indústrias de laticínio, o soro de queijo, no crescimento de uma levedura capaz de produzir lactase, que quebra as lactoses do leite. O objetivo é auxiliar pessoas que possuem intolerância à lactose.

Para ela, a participação no evento vai além da exposição de seu projeto. Acredita na importância de conhecer outras pessoas e culturas e saber como foi o desenvolvimento dos demais projetos, e destaca a importância da ciência, independente de qual área. “A ciência é uma das únicas formas que temos para melhorar nosso futuro. E quem melhor que os jovens para estar preocupados com o futuro?”.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / jornal.usp.br/universidade

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