TV Jaguar

Postado em 21/10/2019 às 09:00:00

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Agronegócio na Chapada do Apodi, busca a sobrevivência após proibições da pulverização aérea, e colhe 1ª safra de Trigo em Limoeiro do Norte

Agronegócio na Chapada do Apodi, busca a sobrevivência após proibições da pulverização aérea, e colhe 1ª safra de Trigo em Limoeiro do Norte
Foto: Fecoagro/reprodução

Para a sobrevivência do seu negócio, o empresário do ramo agropecuário no Ceará tem que fazer um verdadeiro malabarismo, visto que além da escassez hídrica devidos aos longos anos de estiagem no estado, como também da proibição de pulverização aérea de agrotóxicos, prevista em lei aprovada na Assembleia Legislativa do Ceará e sancionada pelo governador Camilo Santana que entrou em vigor a partir do dia 9 de janeiro de 2019, e que ainda estipulou uma multa para os produtores que a desrespeitarem no valor de até R$ 63,9 mil.

Projeto de autoria do deputado Renato Roseno (PSOL), que foi aprovado em dezembro de 2018 pela Assembleia Legislativa do Ceará e sancionado no dia 8 de janeiro de 2019 pelo governador Camilo Santana. Na época a pesquisadora e Dra. em Geografia Larissa Mies Bombardi afirmou que a pulverização era uma prática perigosa, e em se tratando de agrotóxicos, porque facilitaria que a as substâncias derivem com o ar, e atinjam lavouras e ecossistemas que não deveriam atingir.

A Dra. Larissa Mies Bombardi afirmou ainda que a prática está associada ao fenômeno da redução das populações de abelhas, e outros insetos, observado ao redor do mundo. “Eles são responsáveis pela polinização. A médio prazo isso leva à diminuição da diversidade. Ainda segundo Dra. Larissa Bombardi, dados relativos ao estado de São Paulo, por exemplo, indicavam que os municípios com mais pulverização aérea são aqueles em que há mais casos de intoxicação por agrotóxicos.

Seja na Serra da Ibiapaba ou Chapada do Apodi na região Jaguaribana, os produtores tiveram que se reinventar para driblar toda e qualquer dificuldade, seja pela proibição da pulverização área sujeita a multa, como também pela escassez de água. Prova disso que o produtor Alexandre Sales, está produzindo e colhendo a primeira safra de trigo em Tianguá, na serra da Ibiapaba, e na Chapada do Apodi.

Além dos prejuízos na produção como por exemplo da cultura da banana, que sofreram grandes ataques de pragas como a sigatoka-amarela, que no mundo inteiro, ataca a bananeira, onde a referida praga foi identificada nos municípios da região do Cariri, no Sul cearense.

Sem se falar que os prejuízos vão além do domínio do próprio produtor, visto que empregos e a economia de todo um ramo de atuação foi abalada em todo estado. Vale ressaltar que Costa Rica e Equador, entre os maiores produtores de banana do mundo, fazem até duas pulverizações aéreas por semana. Já no Ceará, somente nos anos de muita chuva, quando a umidade do ar crescia, eram feitas duas aplicações por ano no máximo.

 

 

Fonte: TV Jaguar/ Jucelino Castro

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