TV Jaguar

Postado em 27/02/2020 às 06:00:00

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Coronel que já mediou dois motins tentará novo acordo no Ceará

Coronel que já mediou dois motins tentará novo acordo no Ceará

Grupo composto por representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, com acompanhamento de MP e Exército, teve reunião ontem na sede da PGJ, em Fortaleza.

Um coronel da reserva da Polícia Militar foi escolhi- do para mediar negociação entre os policiais militares paralisados no Ceará e uma comissão criada com membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O coronel Walmir Medeiros já teve atuação semelhante em outro motim dos PMs cearenses, entre 2011 e 2012.

O motim chegou ontem ao nono dia, com saldo de ao menos 170 assassinatos no estado e quatro quartéis fechados por PMs e familiares.

O objetivo é chegar a um acor- do para o fim da paralisação até sexta-feira (28), quando terminará a Garantia da Lei e da Ordem assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Não há previsão, no momento, de prorrogação.

A comissão não quis negociar diretamente com líderes da paralisação; por isso, a escolha de um mediador que não participa do motim.
A opção por Medeiros foi feita após visita do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Ceará (OAB-CE), Erinaldo Dantas, ao 18o Batalhão da PM, espécie de quartel-general dos amotinados. A OAB participa da negociação como observadora, junto com o Ministério Publico do Ceará.

A busca por um interlocutor foi anunciada ontem. “A OAB-CE ficou encarregada de identificar um interlocutor legitimado para sentar à mesa com os poderes do Estado. Temos certas limitações de ordem constitucional e legal em relação ao perfil desse interlocutor”, declarou ontem o procurador-geral de Justiça, Manoel Pinheiro, em coletiva de imprensa após reunião da comissão realizada ontem.

Poderes Constituídos
A comissão que se reuniu ontem foi anunciada no fim da noite anterior. De acordo com nota, assinada pela Assembleia Legislativa, o governo do Estado e o Tribunal de Justiça, a ideia teria partido do Ministério Público para tentar dar fim ao motim de setores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que não aceitam o acordo salarial firmado entre o governo do Estado e associações de militares.
A comissão conta ainda com o acompanhamento do Exército.

Desde o início dos motins, no fim da noite de terça-feira (18), o Estado assistiu a uma disparada na taxa de homicídios. Em seu momento mais tenso, o senador Cid Gomes (PDT) chegou a ser baleado por revoltosos ao tentar invadir um quartel ocupado em Sobral, na região Norte, cidade onde foi prefeito.
A crise levou o governador Camilo Santana (PT) a solicitar o apoio de forças federais.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / (Com Folhapress)

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