TV Jaguar

Postado em 02/08/2016 às 15:00:00

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No retorno do Legislativo, as tribunas serão como uma extensão do palanque político?

No retorno do Legislativo, as tribunas serão como uma extensão do palanque político?
Ilustrativa

Mesmo observando que cada Câmara Municipal de vereadores elabora seu próprio regimento interno para reger os trabalhos da Casa Legislativa em conformidade com a Lei Orgânica do município, praticamente todos os vereadores da região do vale do Jaguaribe, tiraram férias no recesso parlamentar do mês de julho, e uma vez que agosto já iniciou os vereadores com mandato até 31 de dezembro de 2016, estão voltando ao trabalho legislativo.

A exemplo dos demais, a Câmara Municipal de Morada Nova retorna seus trabalhos para o segundo período legislativo de 2016, na quarta-feira dia 3 de agosto, conforme o anúncio feito pelo vereador Everardo Maia, na ultima sessão ordinária do primeiro período legislativo realizada na quinta-feira 30 de junho.

O diferencial desse retorno aos trabalhos é que estamos em um ano político, sendo que os vereadores de mandato estão correndo atrás do eleitorado para garantir seu retorno à Assembleia municipal, o que sem dúvidas deve interferi diretamente nas sessões plenárias, com discursos inflamados, acusações e apelos pela confiança e o voto do público assistente das sessões.

Nesse contexto, devemos acompanhar uma das mais acirradas batalhas em busca do voto, a tribuna da Câmara poderá ser usada como uma extensão dos palanques políticos, onde uma vez beneficiados com a imunidade parlamentar, situação e oposição poderão destilar o veneno político sobre seus adversários, ferindo de forma direta toda a sociedade que deixa de ouvir propostas de governo para ouvir acusações, muitas delas sem qualquer fundamento.

Em muitas situações das disputas pelo executivo, as principais propostas políticas são um retrocesso ao projeto democrático das últimas décadas, e os vereadores eleitos se dividem dentre as candidaturas existentes, os discursos que devem ser voltados para apontar qual dos gestores fizeram menos pelo município, pelo cidadão mais carente em setores da administração como Saúde, Educação, Assistência Social e outros.

A tônica da política ao longo das últimas décadas tem sido a identificação do candidato pelo nome de um pássaro ou animal, indo de Coelho, a Jacaré, do Caboré ao Coruja, do Leão ao Cavalo, Corrupião e Canário e por aí vai. Conteúdo de proposta é o de menos.

Mas tomando os animais como peça de campanha publicitária e de convencimento do eleitor pergunto: O Corrupião Pica, o Jacaré engole, e sua cidade como fica?

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Arnaldo Freitas

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