TV Jaguar

Postado em 28/11/2018 às 06:30:00

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Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte faz um apelo público em defesa das famílias do Acampamento Zé Maria do Tomé

Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte faz um apelo público em defesa das famílias do Acampamento Zé Maria do Tomé

SOLIDARIEDADE DA DIOCESE DE LIMOEIRO DO NORTE AO ACAMPAMENTO ZÉ MARIA DO TOMÉ - “Ai dos que juntam casa a casa, dos que acrescentam campo a campo. até que não haja mais espaço disponível, até serem eles os únicos moradores da terra” (Is 5,8).

É assim que o profeta Isaías denuncia aqueles que em sua época acumulavam tanta terra e ainda procuravam tirar o pouquinho de chão que tinham os pobres. Essa e outras situações semelhantes se repetem muito em nossos dias.

Por isso, como Igreja Diocesana, comprometida com o Evangelho do Reino, não podemos ser indiferentes às injustiças tão gritantes que sofrem nosso povo, como o caso das cento e cinquenta famílias do Acampamento Zé Maria do Tomé. São famílias que lutam por terra e água para trabalhar, sustentar seus filhos e ter uma vida digna. Em 2014, elas ocuparam uma área no Perímetro Irrigado Jaguaribe Apodi que pertence ao DNOCS e que foi criada após a desapropriação de diversas famílias na década de 80.

Com a ocupação iniciou-se um processo de negociação com o Estado em vista da concessão do uso da terra. Houve muitos avanços, como determinação de uma área de 1700 hectares e a criação de um grupo de trabalho interministerial para construir um plano de regulamentação e desenvolvimento da área. Com a reintegração de posse se rompe todo esse processo e se nega às famílias o sagrado direito de viverem com dignidade.

Recentemente a reintegração foi anunciada para o dia 21 de novembro. Os policiais chegaram cedo ao local. Na vistoria que fizeram constataram a presença de vários idosos, mulheres e crianças. Por falta de aparato, retiraram-se do lugar. Mas a reintegração continua de pé. Por fidelidade ao Evangelho, nos colocamos do lado das famílias do acampamento Zé Maria do Tomé e pedimos que o processo de negociação e oficialização das terras para as famílias se dê o mais rápido possível e de forma pacífica.

“Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes pertence... A propriedade, sobretudo quando afeta os recursos naturais, deve estar sempre em função das necessidades das pessoas... Não basta deixar cair algumas gotas, quando os pobres agitam este copo que, por si só, nunca derrama” (Papa Francisco, II Encontro com Movimentos Populares).

Confiantes em Deus perseveremos!

Festa de Cristo-Rei- 25 de novembro de 2018.

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ

Bispo Diocesano de Limoeiro do Norte

 

 

Fonte: Tv Jaguar /

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