TV Jaguar

Postado em 12/01/2019 às 06:00:00

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Fim da Pulverização aérea, certo e errado; assim entende Egídio Serpa

Fim da Pulverização aérea, certo e errado; assim entende Egídio Serpa

No mundo de agricultura desenvolvida e de produção em escala, incluido o Brasil, a pulverização aérea em extensas áreas cultivadas é o modo correto usado para o combate às pragas e doenças que atacam as diferentes culturas - soja, milho, algodão, feijão e frutas.

Nos países de clima temperado, o frio é um aliado do produtor, mas nos de clima tropical, como o nosso, as doenças se propagam, exigindo o uso de agroquímicos, que, como os medicamentos para os humanos, têm bulas que orientam a sua preparação e a sua aplicação.

Em uma rápida pesquisa no site Agrolinkfito, apura-se por exemplo que o fungicida para combater a Sigatoka Amarela/Preta, que ataca as bananeiras, é o Azoxistrobina. Na sua aplicação por meio da aviação agrícola, são usados 25 litros de calda por hectare. A exposição do trabalhador à pulverização é zero. Se o fungicida for aplicado de forma manual, são necessários de 240 a 500 litros de calda por hectare, e a exposição pode alcançar até 100 trabalhadores.

Nos bananais do Sul do Ceará, onde havia a pulverização aérea, não haverá mais: ela foi proibida por decisão do governador Camilo Santana, um agrônomo, que sancionou Lei nesse sentido. É impossível, sob pena de causar prejuízo à saúde dos trabalhadores, pulverizar manualmente as vastas áreas da bananicultura cearense, que, mesmo sendo a terceira maior atividade da fruticultura estadual, está agora totalmente inviabilizada.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Egídio Serpa - Diário do Nordeste

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