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Postado em 05/07/2016 às 07:00:00

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Ministério da Saúde suspende distribuição de soros antivenenos por dois meses

Ministério da Saúde suspende distribuição de soros antivenenos por dois meses

A distribuição de soros antivenenos, utilizados para tratamento após acidente por animal peçonhento, foi suspensa pelo Ministério da Saúde durante os meses de junho e julho. Segundo nota técnica divulgada pela Pasta, o material não será repassado em virtude do adiamento do cronograma de entrega do soro por parte dos laboratórios produtores.

A suspensão da distribuição do soro ocorre no período em que o Ceará registra maior número de acidentes causados por serperntes. Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (Sesa), a maior ocorrência de picadas de cobras acontece em julho. A Sesa informou ainda que recebeu 250 ampolas que já foram repassadas para as cinco macrorregiões. O material, de acordo com a secretaria, não está em falta no Estado, mas o estoque está reduzido.

Na nota técnica, o Ministério da Saúde informa que está em contato constante com os laboratórios na tentativa de antecipar as futuras entregas. Segundo a Pasta, desde 2013, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exigiu, por meio das Boas Práticas de Fabricação (BPF), que os laboratórios cumpram as normas, o que levou a “necessidade de adequações e reformar nos parques industriais e, consequentemente, na interrupção na produção”.

A Pasta informou ainda que vem acompanhando os cronogramas de entrega, no entanto, houve atraso pelo Instituto Butantam para assinatura do contrato 2016, além de outras justificativas que levaram a várias reprogramações dos cronogramas. “Dentre elas: greve, furto de animais, problemas no abastecimento de matéria­ primas, problemas na produção”, diz a nota.


De janeiro a maio deste ano, 1.634 acidentes com animais peçonhentos foram registrados no Ceará, com três mortes. Na maioria dos casos, o ataque partiu de um escorpião, com 1.170 notificações. Houve ainda 300 acidentes com serpentes, 61 com abelhas e 47 com aranhas. Um dos óbitos ocorreram por ataque de serpente e os outros dois por aranhas. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Sesa.

Caso no Ceará

No último domingo (19), uma criança de três anos foi picada por uma jararaca em Tauá, município distante 337 km de Fortaleza. Segundo o relações públicas da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), tenente ­coronel Marcos Costa, o Corpo de Bombeiros da cidade acionou o Ciopaer devido a falta do soro antiofídico. Uma aeronave saiu da Base Aérea de Fortaleza, pegou ampolas do material no Instituto Doutor José Frota (IJF) e seguiu para Tauá.

O tenente­ coronel explicou que o acidente ocorreu em um sítio próximo a sede do município e que a criança foi trazida na aeronave para o IJF. De acordo com o hospital, o menino segue internado na Ceatox e o estado de saúde é estável. A unidade informou ainda que mais outras duas crianças estão hospitalizadas por picada de cobra e, somente nesta segunda-­feira (20), 6 atendimentos foram realizados.

 

 

Fonte: Tv Jaguar / Diário do Nordeste

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